Primeiro show do Sanctuary no Brasil fez valer a espera

Primeiro show do Sanctuary no Brasil fez valer a espera

Foram 40 anos de espera, mas na noite do dia 30 de agosto de 2026, o Sanctuary, uma das bandas pioneiras do metal, finalmente tocou no Brasil. A banda americana realizou sua primeira apresentação no país, na Burning House em São Paulo – SP. E mostrou porque é injustamente um dos nomes mais subestimados da cena.

A banda fundada em 1985 pelos guitarristas Lenny Rutledge e Sean Blosl, ficou conhecida pela nova geração por ter sido o embrião do Nevermore, já que o primeiro vocalista do Sanctuary foi o Warren Dane, que ficou na banda de 1985 até seu falecimento em 2017, e também pela passagem do guitarrista Jeff Loomis, em 2 ocasiões.

Foi com a formação atual, que ainda conta com os membros originais Lenny Rutledge (guitarras) e Dave Budbill (bateria) que o Sanctuary subiu ao palco do Burning House em São Paulo, acompanhados pelo guitarrista Will Wallner, pelo baixista George Hernandez e liderados pelo carismático Joseph Michael nos vocais o Sanctuary mostrou que não quer viver só de nostalgia, abrindo os trabalhos com “Arise and Purify” do disco de 2014 “The Year the Sun Died“.

O público que lotou o Burning House pode ver uma banda segura, que respeita sua história, mas que também quer seguir em frente, olhando para o futuro. Alternando músicas clássicas e coisas mais novas, incluindo o single mais novo “Not for The Living” que fará parte do próximo disco da banda, sem deixar de lado as homenagens a Dane e ao passado da banda.

Gritos de “Lenny, Lenny, Lenny” eram ouvidos a cada intervalo de música, e o guitarrista respondeu ao carinho do público passando com maestria pelos complexos solos de músicas como “Battle Angels” e “Soldiers of Steel“.

O estilo operático e recheado de agudos de Joseph Michael foi um dos destaques da apresentação, que apesar do baixo volume do microfone do vocalista durante a primeira música, se fez presente durante todo o show, performático, Michael interagiu com o público em espanhol e inglês, inclusive mencionando: “eu sei que não é português, mas é o idioma que eu sei“, e manteve o público na mão, sem deixar cair o nível de empolgação. E em certo momento, Michael, que durante o show estava com uma garrafa de vinho, além de ter tomado cerveja e tequila durante a apresentação falou: “Todos os shows do Sanctuary acabam sendo sobre álcool e morte, e hoje não é diferente“. No fim das contas, o show foi para muitos ali presentes, apenas sobre diversão e ver uma das bandas seminais de uma cena que iria estourar anos depois.

Após o show, os músicos agradeceram o público e desceram para assinar autográfos e tirar fotos com os fãs ainda presentes no Burning House, que puderam tirar o atraso de 40 anos em 1 hora e meia de puro heavy metal clássico, com uma banda que ficou conhecida entre os músicos como “uma das bandas favoritas da sua banda favorita” e que até hoje é citado como referência por nomes como Mother Love Bone, Alice in Chains, Soundgarden e Queensryche.

Agora é só esperar que não demorem 40 anos para retornar ao país.

Fotos:

Todas as fotos: autoria tibonev.

Setlist – Sanctuary no Burning House em São Paulo:
Arise and Purify
Frozen
Die for My Sins
Seasons of Destruction
Veil of Disguise
Future Tense
Taste Revenge
Long Since Dark
Epitaph
The Mirror Black
Breathe (Pink Floyd cover)
White Rabbit (Jefferson Airplane cover)
Battle Angels
Not of the Living
The Year the Sun Died
(Bis) Soldiers of Steel

O Metalnews esteve no show a convite da Dark Dimensions Produtora: https://www.instagram.com/darkdimensionsbrasil/

Compartilhe:

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *