Quatro décadas de Helloween numa noite inesquecível em São Paulo

Quatro décadas de Helloween numa noite inesquecível em São Paulo

Quarenta anos de banda podem ser contadas de formas diferentes: pelo setlist escolhido, pela forma como homenageia cada fase e na relação em palco de seus integrantes. O Helloween trouxe para este sábado (19/09), no Suhai Music Hall em São Paulo, o último show deste ano que soube como homenagear uma história que como qualquer uma teve seus altos e baixos mas conseguiu encontrar uma coesão única.

O septeto composto por Andi Deris, Michael Kiske (vocais), Kai Hansen (vocal/guitarra), Michael Weikath, Sascha Gerstner (guitarras), Markus Grosskopf (baixo) e Dani Löble (bateria) mostrou o porquê é uma das maiores bandas da história do heavy metal. O show com um pouco mais de duas horas, visitou cada fase da banda até o lançamento mais recente “Giants and Monsters” (2025).

Vocalistas se dividiram em músicas, dando espaço até para Kai Hansen assumir os vocais em músicas que gravou originalmente, fazendo algumas dobradinhas e dando espaço para cada um brilhar à sua maneira. A simpatia de Andi e Michael com o público era cativante e ajudava a levantar ainda mais a empolgação de quem tava vendo algo minimamente histórico. Nem mesmo a falha de Michael em “Eagle Fly Free”, esquecendo de parte da letra, diminuiu a empolgação do público com os vocalistas. 

Um momento mágico do show foi quando ambos se juntaram para cantar “A Tale That Wasn’t Right”, mas não antes de fazerem um acústico rápido de  “Suspicious Minds”, de Elvis Presley, e “Yesterday”, dos Beatles. O início acústico trouxe a banda de volta na metade com o solo épico de Michael Weikath.

Kai Hansen fez seu show a parte, primeiro foi no Manifesto Bar na noite anterior e no show com momentos que mostrava estar bem à vontade e feliz, interagindo em forma até de “pentelhar” seus colegas de banda e até pedindo uma caipirinha ao público. 

O setlist trouxe algumas novidades para este show como “I’m Alive”, que foi tocada pela primeira vez nesta turnê, no lugar de “Hell Was Made in Heaven”. “We Burn”, “Twilight of the Gods” e “Hey Lord!” entraram no lugar dos classicos “If I Could Fly”, “How Many Tears” e “Forever and One (Neverland)”.

Com um show a parte do telão, tendo até uma mediação do Keeper em alguns momentos do show, a banda entregou uma apresentação divertida, sincera e que respeita sua história. Uma banda que entende muito bem o que seu público quer e entrega com uma competência que envolve o público.

Que venham muitos anos com essa mesma energia, que já estou pronto para os próximos shows.

SETLIST
March of Time
The King for a 1000 Years
This is Tokyo
Twilight of the Gods
Ride the Sky
Into the Sun
I’m Alive (primeira vez nesta turnê)
Hey Lord!
Universe (Gravity for Hearts)
Solo de bateria
I Want Out
A Tale That Wasn’t Right (com trechos de “Suspicious Minds”, de Elvis Presley, e “Yesterday”, dos Beatles; início acústico com Michael Kiske e Andi Deris; banda entra depois)
A Little Is a Little Too Much
Heavy Metal (Is the Law)
Halloween

Bis:
Invitation + Eagle Fly Free
Power
Dr. Stein (com “outro” de “Keeper of the Seven Keys”)

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