Review: Hammerfall em São Paulo.
Foto: Juliano F. / Metalnews

Review: Hammerfall em São Paulo.

Ainda faltavam mais de 24 horas para o inicio do show do Hammerfall em São Paulo, quando a produtora DarkDimensions postou um aviso comunicando a alteração do horário do show, originalmente marcado para as 20hrs, a apresentação dos suecos começaria as 00hrs, devido a um problema com a companhia áerea na conexão em Amsterdam. Como o show estava marcado para um sábado, acredito que a maioria das pessoas, eu incluso, não se importou muito com a alteração, muito melhor que um cancelamento, por exemplo.

Eram pontualmente 20 horas quando a banda Cova Rasa subiu ao palco do VIP Station, a primeira das 3 atrações da noite mostrou seu power metal com temática de horror, competentes e simpáticos, os músicos embalaram o público que chegou a ecoar gritos de “Cova Rasa, Cova Rasa” em certos momentos da curta apresentação de apenas 45min. Mostrando músicas do seu novo disco “Another Time“, a banda paulista mostrou que deve ser considerada mais do apenas uma “banda de abertura”, o vocalista Ivan Martins mostrou agudos poderosos e o som da banda agradou a todos os presentes.

Cova Rasa faz show no VIP Station. (Foto: Juliano F / Metalnews)

Com mais de 1 hora de intervalo entre os shows, às 22 horas foi a hora dos também paulistas da Throw me to the Wolves mostrar seu trabalho. A banda faz um death metal de qualidade, embalado pelos vocais poderosos de Diogo Nunes, e linhas de guitarra em harmonia. O vocalista ainda perguntou para os presentes: “vocês devem estar estranhando este cara gritando aqui na frente em um show de power metal, né?” mas lembrou que uma das grandes influencias da banda, o In Flames teve um membro em comum com o Hammerfall, Jesper Strömblad é co-fundador das 2 bandas, e o link continua com o guitarrista Glenn Ljungström que tocou em ambos In Flames e Hammerfall ao mesmo tempo, entre 1997 e 1999. E apesar da diferença de subgêneros, o público recebeu o Throw me to the Wolves de braços abertos, curtindo e gritando junto com a banda, que mostrou músicas do seu até então único disco, “Days of Retribution“.

Throw me to the Wolves no palco do VIP Station (SP). (Foto: Juliano F / Metalnews)

Quando o show acabou, perto das 23 hrs, o que se percebeu foi uma movimentação lenta para fazer o desmonte do equipamento da Throw me to the Wolves, o que já indicava possíveis atrasos extras para o ínicio do show do Hammerfall. Já passava das 23hrs e 30min, quando uma voz no PA confirmava o que já parecia certo, ocorreria mais atrasos. A playlist do PA continuava tocando bastante power metal, e o público parecia paciente, porém quando o relógio já se aproximava das 00hrs e 30mins, a paciência do público que a essa altura já lotava o VIP Station começou a se dividir entre pessoas gritando “Hammerfall” e pessoas tentando ensaiar uma vaia. Nesse momento, a produção foi bem inteligente em chamar o Diogo da Throw me to the Wolves para falar com o público, informando que sim, houve atrasos, e que os músicos do Hammerfall ainda estavam a caminho da casa de espetáculos, mas garantiu ao público que o show ocorreria e que começaria entre 01:00 e 01:30, e eram aproximadamente 01:30 quando a platéia finalmente viu os pratos da bateria de David Wallin serem colocadas nos pedestais, os músicos haviam chegado e logo o show iria começar.

Pontualmente as 02hrs, ou seja, 2 horas depois do horário agendado, a trilha de “Avenge the Fallen” começou, e de imediato todo o público deixou qualquer birra com o atraso de lado, para curtir o show. O Hammerfall chegou mostrando porque tem quase 3 décadas de história, e mostrou um show extremamente técnico e competente. O vocalista Joacim Cans pediu desculpas ao público pelo atraso, informou que houve problema com a companhia áerea, mas que não era de culpa nem da banda e nem da produtora, simplesmente um problema de cancelamento de um dos vôos, a essa altura, depois de 2 ou 3 músicas, a banda sueca já estava com o público paulistano na mão, que cantava todos os refrões junto e curtia cada momento do show. Um dos pontos alto foi a execução de “Hammer High” que envolveu o público e seus “martelos”, alguns de plástico, outros infláveis e outros apenas imaginários, enquanto a banda entoava o refrão extremamente pegajoso da música. E então o que se viu na 2a metade da apresentação foi uma enxurrada de hits e músicas que todos presentes conheciam de cor. “Last Man Standing” foi cantada a plenos pulmões por todos, de maneira que estava quase abafando o som da banda. A brincadeira com o refrão e o nome da banda em “Let the Hammer Fall” arrancou risadas de todos presentes que falavam inglês, enquanto “(We Make”) Sweden Rock” é uma música que poderia estar em qualquer arena ou estádio do mundo junto dos maiores hits do hardrock e a resposta da platéia é a prova disso.

Hammerfall no VIP Station (SP) (Foto: Juliano F. / Metalnews)

Depois de um breve intervalo de menos de 5 minutos, a banda retornou ao palco para o bis, com “Hail to the King” e o gran finale com “Hearts of Fire” que levantou o público que não demonstrava sinais de cansaço, mesmo o relógio já marcando mais de 3 horas da manhã. No fim, o Hammerfall demorou, mas entregou. E mesmo com um set um pouco mais curto do que comparado ao show em Belo Horizonte, no qual a banda também tocou o medley de músicas do Chapter 5, e também “Glory the Brave“, nenhum fã paulistano pôde reclamar, afinal como eles mesmo cantam, eles fazem rock sueco e de altissima qualidade. Agora é esperar a volta da banda, quem sabe sem problemas na viagem e com o setlist completo da próxima vez.

Hammerfall no VIP Station (SP). (Foto: Juliano F. / Metalnews)

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