Manger Cadavre? – Como Nascem os Monstros
Fonte: @mangercadavre

Manger Cadavre? – Como Nascem os Monstros

Com mais de uma década de atividade ininterrupta, o Manger Cadavre? É hoje um dos nomes mais conhecidos e solidificados do metal underground paulista e nacional. O quarteto está lançando seu quarto álbum “Como Nascem os Monstros”, o sucessor do excelente “Imperialismo”, e o MetalNews teve a oportunidade de conversar com exclusividade com Paulinho, o guitarrista da banda, sobre a sua trajetória, o novo disco e o que o futuro reserva para o Manger Cadavre? Leia abaixo:

Foto: @danimoreirafotografia

MetalNews: Começando pelo início, como você apresenta o Manger Cadavre para quem não conhece a banda? Pois apesar de ter uma trajetória com mais de 1 década, sempre tem fã novo que está conhecendo agora…

Paulinho: Manger Cadavre? é uma banda de Death/Crust, que nada mais é do que um som rápido, com uma pegada D-beat com influencias de metal, sendo a maior influência o Death Metal. Com letras em português e temáticas sociopolíticas. 


MetalNews: O disco novo “Como Nascem os Monstros” está sendo lançado agora, dia 07/02, o que você pode nos contar sobre o album? Onde foi gravado, qual a sonoridade que os fãs podem esperar do disco?

Paulinho: O álbum foi gravado no estúdio Family mob em são Paulo, lugar onde nós gravamos a maioria dos nossos registros, com captação de Leo Mesquita do Surra, Mixagem pelo Otávio Rossato e masterização por Davi Menezes, esses dois últimos já trabalharam com a gente em outros álbuns. E a diferença desse novo álbum fica mesmo pelas composições, que dessa vez levamos um tempo e uma atenção maior na hora de criar e lapidar o som, dando ênfase em melodias e harmonias na construção das músicas.  Resumindo a galera pode esperar bastante barulheira bonita, com muita influência de metal e a energia do Hardcore D-beat de sempre.

MetalNews: Ainda sobre “Como Nascem os Monstros”, a temática do disco gira em torno do medo, e como ele molda as pessoas e como ele é usado como arma de manipulação, de onde surgiu a ideia de usar esse tema, e como foi o processo de escrever as letras em volta de um tema que é ao mesmo tempo tão amplo e tão especifico de cada pessoa?

Paulinho: Isso é algo que sempre pensávamos, de como o medo nos paralisa diante de certas situações e nos prejudica pelo simples fato de não agirmos. O conceito é esse, e a partir daí você pode estender para várias esferas da vida social. As letras falam sobre o medo como fonte primária de neuroses, aprofundando por vezes de forma direta ou subjetiva, a causa de paralisias, comportamentos nocivos para o indivíduo e como ele nos torna algozes para o outro. Na esfera política, exploramos sobre seu uso como fonte de persuasão para manutenção de poder e desmobilização de coletivos de resistência. Também abordamos a influência dos aparatos das mídias sociais como ferramentas de manipulação e estímulo de comportamentos calcados sobretudo no medo. Por fim, o medo transforma-se em terror para aqueles que vivem em zonas de conflitos e guerras financiadas por abutres que estão no alto.

MetalNews: A arte do disco está muito bonita, tem aquela pegada clássica de discos de metal, mas com toque, que me pareceu, de livros antigos de ciência e biologia, o que fecharia bem com a temática do album. Como foi o processo de criação da parte visual?

Paulinho: A arte é da ilustradora de Londrina, Bárbara Gil. Ela trabalha em um local que sempre tocamos quando vamos à Londrina, e em um desses shows descobrimos que ela era ilustradora e fizemos o convite para a criação desse novo álbum. Com base no conceito do medo, a Bárbara partiu do nosso pedido de algo que mesclasse o anatômico com o abstrato, em que os “monstros” saíssem de onde nasce o medo. E ela não poderia ter feito uma representação melhor.

MetalNews: O Manger Cadavre canta em português e sobre questões que são da realidade dos brasileiros, isso foi uma decisão consciente, ou foi algo que simplesmente aconteceu? Sabemos que cantar em português acaba sendo para muitas bandas algo que evitam, para tentar o mercado internacional, ao mesmo tempo que isso acaba por vezes restringindo o número de pessoas dentro do Brasil que entendem a música…

Paulinho: Na real a banda começou cantando em Português porque ninguém sabia falar inglês hahaha. Mas nunca foi algo que passou pela nossa cabeça mesmo cantar em Inglês, porque nossas letras abordam questões sociopolíticas, muitas delas condizentes com a realidade do Brasileiro, e creio que nosso foco está aqui mesmo, no lugar onde vivemos. Além da música é claro, queremos passar nossa mensagem e sermos entendidos de forma clara, por isso hoje cantar em inglês não faz sentido para nós.

MetalNews: Algum outro recado que você gostaria de passar para nossos leitores? O espaço é seu.

Paulinho: Valeu todo mundo que segue e soma com a gente e com o underground de forma geral. Lembrem-se que no universo do rock/metal o underground é a base de tudo, é onde a chama queima mais forte, então não deixem a chama apagar, abraço.

Foto: @danimoreirafotografia

Ouça o novo disco nas plataformas de streaming, e também disponível em CD, e siga o Manger Cadavre? Nas redes:


Instagram – https://www.instagram.com/mangercadavre/

Bandcamp – https://mangercadavre.bandcamp.com

Spotify – https://open.spotify.com/intl-pt/artist/42UX0at0vQSy2NZ9B0f3Lo

Loja de Merch – http://www.mangercadavre.iluria.com/             

Tik Tok – https://www.tiktok.com/@mangercadavre

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