O décimo segundo álbum de estúdio da banda Black Label Society saiu na última sexta-feira, 27 de março. As gravações começaram no final de 2022 porém outros compromissos foram postergando o álbum, como a turnê de celebração do Pantera que Zakk estava, foram quase 4 anos de criação.
Em um papo com a MetalHammer, o vocalista Zakk Wilde disse que “não tinha porquê apressar este álbum, quando estivermos em pausa na turnê Pantera Celebration vamos pôr o disco na rua.”
O álbum se constrói em cima de sentimentos de perda, sejam na vida ou em relacionamentos. E como podemos crescer em cima das adversidades pois só temos uma vida e dias melhores podem vir.
Com riffs melódicos e atrativos, nos levam no embalo emocional do disco. Nos levando a um estado de reflexão. Podemos ter esperança no futuro? Vale a pena a busca pelo futuro? O que aprendemos e o que podemos fazer se no final estaremos todos com o mesmo destino?
Viver seria a forma de “vencer” a morte, não deixar para amanhã o que se pode ser feito agora, pois não sabemos do amanhã. Acredito que a reflexão sobre a vida após a perda de alguém especial foi o que motivou este álbum, mesmo sabendo que a letra de Ozzy’s Songs foi feita após o funeral de Ozzy Osbourne.
Name in Blood e Gatherer of Souls abrem o disco com um heavy tradicional embalados com riffs extremamente potentes, os solos de ambas as músicas são absurdas e é algo que perdura no álbum todo.
The Hand of Tomorrows Grave é a que começa a mostrar um caminho mais melódico, apesar de estar ainda no heavy metal ela começa a desacelerar para te levar a Better Days & Wiser Times, que é a primeira balada do álbum. Existe um flerte no country e uma mudança no estilo vocal de Zakk em comparação com as primeiras músicas.
Broken and Blind e The Gallows saem do melódico, a bateria dita o ritmo mais em ambas. Mas Above & Below volta o flerte no melódico. A construção do álbum não deixa escapar a intensidade que cada parte tem.
É então que Back to Me volta ao melódico mas menos balada. Assim como Better Days & Wiser Times, a mudança no estilo vocal de Zakk é um dos pontos altos. Por mais que seja notável a diferença, ela faz sentido e traduz muito do sentimento das músicas.
Lord Humungus, Pedal To the Floor e The Strangers seguem sendo as músicas rápidas do disco, não a ponto de ser um trash, mas o suficiente para fazer bater cabeça enquanto ouve (ou escreve uma matéria sobre….).
Não tem como não se emocionar com Ozzy’s Song, a homenagem à Ozzy Osbourne fecha o álbum como uma despedida amorosa a alguém querido. O carinho do Zakk por Ozzy está em cada letra, nota e riff da música. Todos os questionamentos feitos, a mensagem de que tudo é passageiro e que tudo no final valeu a pena. Mostra que por mais triste que seja a partida de alguém querido, saber que viveu como queria, sem arrependimentos e que não saberia viver de outra maneira.
“Engines of Demolition” é a minha primeira experiência com Black Label Society, acompanhando o lançamento e logo verei o show deles no Bangers Open Air. Aqueles que querem um heavy-melódico estão com um prato cheio, além de ser uma ótima porta de entrada para conhecer a banda.
Acredito que comecei ouvindo um álbum que vai me levar a virar mais um fã de carteirinha da banda.
