Arcani é o oitavo álbum de estúdio da banda italiana de power metal Temperance e foi lançado no último dia 16 de outubro. Três anos após seu último disco, a banda passou o último ano na produção e criação nas 13 faixas do álbum.
O disco tem uma temática tarológica, tanto que todas as faixas são nomes de cartas de tarot. Sendo que a primeira e a última faixa são as únicas sem subtítulo, em declaração no site sobre o álbum é explicado o motivo.
O primeiro trunfo deles surge na forma de “The Fool”. Assim como a carta tem singularidade no Tarô por ser não numerada ou associada ao 0, a faixa de abertura de Arcani assume um papel especial pela ausência de subtítulos.
“The World”, assim como “The Fool”, destaca-se em seu título, mas também como canção em si.
Bem diferente de seu antecessor, “Hermitage – Daruma’s Eyes Pt 2” que é continuação da música “Daruma’s Eyes (Part 1)” que é a última faixa de “Of Jupiter and Moons”, que traz por si uma “linha editorial” de manter um determinado padrão indicado pela música que começou esse conceito— o que não diminui em nada a excelência do disco—, Arcani tem a característica por músicas mais diversas, riffs característicos para cada faixa que acaba dando mais peso para elas e que me fez enquanto ouvia criar até um vínculo maior com a própria banda.
Temperance utiliza muito bem a versatilidade musical que tem em sua banda, principalmente no que diz respeito a Kristin Starkey e Michele Guaitolli. A dupla de cantores tem momentos muito especiais, seja com Kristin podendo adicionar a sua potência vocal como doutora em ópera ou com Michele que pode alternar seu range vocal, às vezes chegando em notas mais baixas ou mais altas.
A produção de Marco Pastorino; guitarrista principal, vocalista e membro fundador ainda na banda junto com o baixista Luca Negro; ajuda nesta versatilidade da banda. Sabendo os pontos fortes de cada membro, soube conduzir muito bem a produção da sua banda em todas as faixas.
Destaque também que todas as letras do álbum foram de autoria de Kristen com a composição das músicas de autoria de Marco. E tenho “The Chariot: Alla ricerca dell’America” como a minha faixa favorita, pela mistura do italiano com o inglês e ainda com uma linha em sueco, homenageando o lar adotivo de Starkey.
Arcani é possivelmente, na minha opinião, um dos melhores álbuns de power metal do ano se não o melhor. Um disco redondo (com o perdão do trocadilho) e sabe como conduzir o ouvinte por todo álbum, sem querer pular nenhuma faixa.
Talvez seja clubismo da minha parte? Sim, mas isso é um mero detalhe.
